Certo, quantas vezes já não me descrevi confusa? Sempre. Eu sou uma confusão em pessoa, em todos os sentidos.
Mas, neste momento, a confusão que me atormenta é um sentimento. Qual? Aí que está, eu não sei.
Sei que esse sentimento é único, que nunca na minha vida eu senti isso antes. É uma combinação tão grande, tão forte. Uma confiança mútua indiscutível. É uma saudade enorme, se ficar um dia sem. É uma explosão. Uma afeição gigantesca. É com certeza, uma amizade verdadeira.
Uma amizade verdadeira? Sim, mas tem alguma coisa mais. Tenho amizades verdadeiras, e nenhuma comparada a essa.
Será uma paixão enlouquecedora? Não, acho maior que isso. É um sentimento eterno, isso eu sei. Paixão não é eterna.
É perder a fome, perder a concentração, tirar os pés do chão. É comer demais, sorrir demais, tremer demais. É sentir falta de ar, sentir as mãos tremerem. É um brilho no olhar, uma pontada no coração, um embrulho no estômago. É sonhar, é chorar, se deixar levar.
Amor, então? Sim, amor sim. Mas não um amor normal. Não é amor de namorados, não é amor de irmãos, não é amor de pai, não é amor de filho, não é amor de um casal. Mas é amor.
É vontade de ver sempre, vontade de ficar junto, vontade de nunca abandonar.
Sentir que não consegue mais viver sem. Que por esse sentimento, poderia até morrer.
Mas, me ajudem, que raios de sentimento é esse?
segunda-feira, 21 de abril de 2008
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Essa maldita felicidade.
Incrível, incrível. Eu não posso estar feliz porque eu não escrevo nada decente. E, como vocês podem notar (ninguém nota porque ninguém lê), eu estou feliz, logo não escrevo.
Seria tão bom eu não estar em crise nervosa, chorando feito uma louca ou estremamente tediada para escrever bem.
Sinceramente, prefiro minha felicidade a meus textos. Textos são "materiais", felicidade é espiritual.
Perfeição seria associar os 2, escrever bem feliz, ou por estar feliz escrever bem. Isso fica no sonho, já entendi :)
Mas, para comunicar que estou feliz e escrevendo mal, cá estou.
E agora eu vou.
Tchau!
Seria tão bom eu não estar em crise nervosa, chorando feito uma louca ou estremamente tediada para escrever bem.
Sinceramente, prefiro minha felicidade a meus textos. Textos são "materiais", felicidade é espiritual.
Perfeição seria associar os 2, escrever bem feliz, ou por estar feliz escrever bem. Isso fica no sonho, já entendi :)
Mas, para comunicar que estou feliz e escrevendo mal, cá estou.
E agora eu vou.
Tchau!
sexta-feira, 7 de março de 2008
Saudade da liberdade das férias
Sinto falta de acordar as 11h com minha mãe gritando enfurecida.
Sinto falta de ir pra praia e ficar 30 minutos.
Sinto falta de caminhar até o 48.
Sinto falta de sair do banho e ficar só de toalha durante horas.
Sinto falta de ficar de camisola durante o dia todo, e de noite me vestir.
Sinto falta de tomar banho de pés descalços.
Sinto falta de cantar, chorar e gritar no chuveiro.
Sinto falta de dormir só de calcinha.
Sinto falta de dormir as 3h da magrugada.
Sinto falta das promessas de emagrecer durante as férias.
Sinto falta dos sorvetes que meu pai comprava para nós.
Sinto falta de dormir de tarde quando não tinha nada pra fazer.
Sinto falta de dormir de tarde quando tinha muita coisa pra fazer.
(07/03/2008)
Êê, elas voltaram *-*
Sinto falta de ir pra praia e ficar 30 minutos.
Sinto falta de caminhar até o 48.
Sinto falta de sair do banho e ficar só de toalha durante horas.
Sinto falta de ficar de camisola durante o dia todo, e de noite me vestir.
Sinto falta de tomar banho de pés descalços.
Sinto falta de cantar, chorar e gritar no chuveiro.
Sinto falta de dormir só de calcinha.
Sinto falta de dormir as 3h da magrugada.
Sinto falta das promessas de emagrecer durante as férias.
Sinto falta dos sorvetes que meu pai comprava para nós.
Sinto falta de dormir de tarde quando não tinha nada pra fazer.
Sinto falta de dormir de tarde quando tinha muita coisa pra fazer.
(07/03/2008)
Êê, elas voltaram *-*
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Quem cala consente
Tinha eu lá meus 9, 10 anos e estava assistindo um culto na igreja.
Meu pai estava dando o culto. Devia ser uma data especial, pois a igreja estava cheia.
Estava eu sentada em um banco mais para trás, o que não é muito comum. Entre a mensagem e a oração, entra um homem na igreja. Lembro-me de suas roupas gastas, de seu olhar perdido. Entrou, perguntou a alguém quem era o pastor. Estava se dirigindo para a frente, chamando o pastor.
Os homens que estavam lá fora, que cuidavam do sino, e um homem de cabelos pretos, do qual eu não me recordo o nome, mandaram ele se retirar da igreja. Ele saiu, contra sua vontade.
Disseram que ele estava bêbado. Uma mulher mais no fundo da igreja disse que ele havia lhe dito que só queria comida. Se estivesse bêbado, isso diminuiria a fome dele? Ou a vontade de comer?
Lembro-me da cena do homem de cabelos pretos pegando o celular e lingando para a polícia vir pegar o homem.
Quando estava saindo da igreja, lembro que o homem estava sendo preso. Perguntei à minha mãe o que ele tinha feito, e ela respondeu que ele só estava sendo levado porque não queria sair.
Até hoje eu me arrependo de ter calado diante daquela situação. Infelizmente, não fui a única, ninguém da igreja falou alguma coisa.
Fiquei tempos refletindo aquela situação. Hoje, durante o culto, lembrei-me dela e me arrependi dessa atitude.
Lá na paróquia existia várias grupos de ajuda: PPDs, assistência social, AA, e outros diversos grupos em que as pessoas poderiam se integrar. Eles realmente ajudavam as pessoas. Isso o que eu acho mais estranho, como as mesas que fazem o bem, não são capazes de ajudar uma pessoa na hora que ela mais precisa.
Mas eu também não ajudei, eu calei, consenti. Como todo mundo faz com as injustiças. Calam, consentem.
São pequenas ações assim que mudam o mundo, e no caso, para pior.
Só para relatar minha revolta aqui quando calamos, e consentimos essas coisas.
Meu pai estava dando o culto. Devia ser uma data especial, pois a igreja estava cheia.
Estava eu sentada em um banco mais para trás, o que não é muito comum. Entre a mensagem e a oração, entra um homem na igreja. Lembro-me de suas roupas gastas, de seu olhar perdido. Entrou, perguntou a alguém quem era o pastor. Estava se dirigindo para a frente, chamando o pastor.
Os homens que estavam lá fora, que cuidavam do sino, e um homem de cabelos pretos, do qual eu não me recordo o nome, mandaram ele se retirar da igreja. Ele saiu, contra sua vontade.
Disseram que ele estava bêbado. Uma mulher mais no fundo da igreja disse que ele havia lhe dito que só queria comida. Se estivesse bêbado, isso diminuiria a fome dele? Ou a vontade de comer?
Lembro-me da cena do homem de cabelos pretos pegando o celular e lingando para a polícia vir pegar o homem.
Quando estava saindo da igreja, lembro que o homem estava sendo preso. Perguntei à minha mãe o que ele tinha feito, e ela respondeu que ele só estava sendo levado porque não queria sair.
Até hoje eu me arrependo de ter calado diante daquela situação. Infelizmente, não fui a única, ninguém da igreja falou alguma coisa.
Fiquei tempos refletindo aquela situação. Hoje, durante o culto, lembrei-me dela e me arrependi dessa atitude.
Lá na paróquia existia várias grupos de ajuda: PPDs, assistência social, AA, e outros diversos grupos em que as pessoas poderiam se integrar. Eles realmente ajudavam as pessoas. Isso o que eu acho mais estranho, como as mesas que fazem o bem, não são capazes de ajudar uma pessoa na hora que ela mais precisa.
Mas eu também não ajudei, eu calei, consenti. Como todo mundo faz com as injustiças. Calam, consentem.
São pequenas ações assim que mudam o mundo, e no caso, para pior.
Só para relatar minha revolta aqui quando calamos, e consentimos essas coisas.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Abram alas para o fracasso.
Vocês já notaram como sou uma aberração? Ou uma mentirosa?
Meu namorado ontem disse que não acredita em mim. Minha mãe disse que não acredita em mim agora. Aposto que você também não acredita em mim.
Não os culpo por isso, eles estão certos. Eu sempre traço objetivos, falo que vou fazer, e brigo com quem duvida, mas eu nunca faço. Eu sou um fracasso. Se eu te disser qualquer coisa relacionada ao futuro, não acredite. Provavelmente eu não vou fazer.
Sou daquelas que sonha, diz, mas alguma coisa sempre impede. Seja o medo, a preguiça, uma dor de garganta, uma briga, a gula. Qualquer coisa é motivo para adiar meus planos, qualquer coisa.
Eu vivo em constante guerra comigo mesma. Sempre me enfrentando. O ruim, é que a outra parte é mais forte. É minha gente, eu sou fraca.
Também eu vivo do amanhã, e o amanhã nunca chega. É fato. A oportunidade certa não chega, o momento certo não chega. Quando meu inconsciente vai perceber isso?
Estou cansada de mim mesma. Não me agüento mais. Sou um fracasso total.
Não adianta nem dizer que vou mudar, não mudo mesmo.
Vocês lendo isso vão até pensar que não funciona porque eu não acredito que vai funcionar. Mentira. Eu, mais do que ninguém, acredito em mim. Eu sei que eu posso mudar. Esse é o problema, eu posso, eu tento, eu não consigo.
Cansei também. Não acreditem mais em mim, eu não sou capaz.
É, por mais capaz que eu me descreva, sou incapaz. Isso é culpa dos meus pais, em parte, que sempre falaram que eu era capaz. Tinha na minha cabeça que eu era capaz de tudo o que eu quisesse. Que tudo estava ao meu alcance.
Bem, se eu continuar assim (e acho difícil mudar), nada esta ao meu alcance. Eu provavelmente vou trabalhar a vida inteira como caixa de supermercado.
Não me digam que isso é mentira, não me digam que eu sou capaz. Não quero isso agora.
Mentira, quero sim, quero continuar acreditando que eu sou capaz de tudo, quero que as pessoas não duvidem de mim, quero que acreditem que eu posso, quero que me consolem e diga que isso é só um mal momento.
Mas eu sei que a vida inteira não é um mau momento, e a minha vida inteira foi assim. Meus pais sempre me falaram isso.
Eu quero tanto mudar, mas não luto por isso. Luto sim, interiormente. Mas parece que está cada vez mais perto de acabar essa guerra, e o mal está ganhando. Eu não quero que isso aconteça. Ajudem-me .
Não agüento mais.
p.s: Desabafei, não estou louca.
Meu namorado ontem disse que não acredita em mim. Minha mãe disse que não acredita em mim agora. Aposto que você também não acredita em mim.
Não os culpo por isso, eles estão certos. Eu sempre traço objetivos, falo que vou fazer, e brigo com quem duvida, mas eu nunca faço. Eu sou um fracasso. Se eu te disser qualquer coisa relacionada ao futuro, não acredite. Provavelmente eu não vou fazer.
Sou daquelas que sonha, diz, mas alguma coisa sempre impede. Seja o medo, a preguiça, uma dor de garganta, uma briga, a gula. Qualquer coisa é motivo para adiar meus planos, qualquer coisa.
Eu vivo em constante guerra comigo mesma. Sempre me enfrentando. O ruim, é que a outra parte é mais forte. É minha gente, eu sou fraca.
Também eu vivo do amanhã, e o amanhã nunca chega. É fato. A oportunidade certa não chega, o momento certo não chega. Quando meu inconsciente vai perceber isso?
Estou cansada de mim mesma. Não me agüento mais. Sou um fracasso total.
Não adianta nem dizer que vou mudar, não mudo mesmo.
Vocês lendo isso vão até pensar que não funciona porque eu não acredito que vai funcionar. Mentira. Eu, mais do que ninguém, acredito em mim. Eu sei que eu posso mudar. Esse é o problema, eu posso, eu tento, eu não consigo.
Cansei também. Não acreditem mais em mim, eu não sou capaz.
É, por mais capaz que eu me descreva, sou incapaz. Isso é culpa dos meus pais, em parte, que sempre falaram que eu era capaz. Tinha na minha cabeça que eu era capaz de tudo o que eu quisesse. Que tudo estava ao meu alcance.
Bem, se eu continuar assim (e acho difícil mudar), nada esta ao meu alcance. Eu provavelmente vou trabalhar a vida inteira como caixa de supermercado.
Não me digam que isso é mentira, não me digam que eu sou capaz. Não quero isso agora.
Mentira, quero sim, quero continuar acreditando que eu sou capaz de tudo, quero que as pessoas não duvidem de mim, quero que acreditem que eu posso, quero que me consolem e diga que isso é só um mal momento.
Mas eu sei que a vida inteira não é um mau momento, e a minha vida inteira foi assim. Meus pais sempre me falaram isso.
Eu quero tanto mudar, mas não luto por isso. Luto sim, interiormente. Mas parece que está cada vez mais perto de acabar essa guerra, e o mal está ganhando. Eu não quero que isso aconteça. Ajudem-me .
Não agüento mais.
p.s: Desabafei, não estou louca.
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